Curtas da Margem leva filmes escolares de quatro concelhos ao AMAC

O cinema feito por jovens da margem sul chega ao AMAC no dia 2 de junho, entre as 16 e as 19 horas, com o Festival Curtas da Margem. A iniciativa reúne filmes escolares de Seixal, Barreiro, Almada e Montijo, numa edição que transforma o Tejo em ponto de encontro entre territórios, escolas, professores, alunos e agentes culturais.

Este ano, o festival registou 53 inscrições. Dessas, 42 chegaram à fase final com filmes submetidos e 15 obras foram selecionadas para exibição pública. A sessão termina com a entrega de sete distinções, incluindo o Grande Prémio Curtas da Margem, o 1.º Prémio, o 2.º Prémio, o 3.º Prémio e três menções honrosas.

A apresentação acontece no seguimento da manhã dedicada ao Barreiro em Curtas, projeto pedagógico e cultural que chega à segunda edição com 27 filmes realizados por estudantes do concelho, entre 13 curtas documentais e 14 filmes de animação. Também no AMAC, entre as 9 e as 13 horas, serão exibidos 16 trabalhos selecionados, numa jornada que coloca o cinema escolar no centro da programação cultural do Barreiro.

À tarde, o Curtas da Margem amplia esse movimento para outros concelhos e assume uma dimensão intermunicipal. O festival nasceu em Almada, em 2022, como uma mostra de curtas realizadas por jovens. Em 2024, teve como tema os 50 anos do 25 de Abril e contou com 37 filmes de sete escolas de Almada. A edição deste ano alarga o alcance do projeto e reforça a ligação entre diferentes comunidades educativas da margem sul.

O tema escolhido, “Este rio que nos toca”, parte do Tejo como elemento comum entre margens, memórias e comunidades. O rio surge como símbolo de ligação, mas também como ponto de partida para narrativas sobre pertença, território e futuro. Nos filmes apresentados, os jovens abordam temas como saúde mental, ambiente, desigualdade social, identidade, relações humanas, cidadania e impacto das tecnologias.

Para Américo Jones, responsável pelo Festival Curtas da Margem, o cinema feito em contexto educativo permite dar visibilidade às inquietações, identidades e preocupações dos jovens. A criação audiovisual escolar surge, neste enquadramento, como ferramenta de expressão artística, reflexão crítica e participação cívica, abrindo espaço para uma geração que usa a imagem para pensar o mundo à sua volta.

A força do festival está também na diversidade dos olhares. Cada filme traz uma forma própria de observar a realidade, seja através do documentário, da ficção, da animação ou de outros formatos audiovisuais trabalhados em ambiente escolar. O resultado é uma mostra que valoriza a voz dos jovens e aproxima o trabalho desenvolvido nas escolas de uma sala de cinema, com público, júri e reconhecimento.

O júri desta edição reúne nomes ligados ao cinema, à educação, à literatura, ao jornalismo e à música. Integram o painel Fernando Galrito, diretor criativo do Festival Monstra e realizador de cinema de animação, Elsa Mendes, coordenadora do Plano Nacional de Cinema, Mariana Sousa, escritora, José Paiva, jornalista, e João Miguel Fonseca, músico.

A organização do Curtas da Margem é do Coletivo Artístico O Porco Voador. O festival conta com o apoio financeiro da Junta de Freguesia do Laranjeiro e Feijó e da Junta de Freguesia da Charneca de Caparica e Sobreda, além do apoio da Academia Almadense.

No dia 2 de junho, o AMAC recebe assim uma tarde dedicada ao cinema escolar enquanto espaço de criação, liberdade, experimentação e participação. Entre as 16 e as 19 horas, os 15 filmes selecionados mostram como os jovens da margem sul estão a transformar as suas perguntas, memórias e preocupações em narrativas visuais.

Conheça o programa completo:

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