Equipa de formadores | Edição 2026/2027

O Barreiro em Curtas entra no ano letivo 2026/2027 com uma equipa de formadores e orientadores artísticos que junta cinema documental, cinema de animação, escrita audiovisual, música, programação, ensino artístico e criação sonora. A nova edição marca uma fase de crescimento do projeto, com o alargamento progressivo a todos os ciclos de ensino, do 1.º ciclo ao secundário.

A coordenação e produção estão a cargo de Helena Sardinha Pereira e Mário Ventura. A equipa formativa foi pensada para acompanhar diferentes idades, linguagens e níveis de autonomia, garantindo que os alunos tenham contacto com profissionais ligados à prática cinematográfica, à criação artística e à formação de públicos.

Mariana Ferreira

Cinema de animação no 1.º ciclo

Mariana Alves da Cruz Sérro Ferreira será responsável pela vertente de cinema de animação no 1.º ciclo. Artista de desenvolvimento visual e concept artist, é especializada na criação de personagens, construção de universos visuais e desenvolvimento de identidades gráficas para projetos de animação.

Licenciada em Animação e Criação Visual pelo IADE — Universidade Europeia, tem desenvolvido trabalho nas áreas da concept art, storytelling visual e pré-produção para cinema de animação. O seu percurso cruza desenho, narrativa visual, cor, personagens e construção de ambientes, áreas fundamentais para iniciar os alunos mais novos na linguagem da animação.

Entre os seus projetos destaca-se a curta-metragem animada “The Spirit and the Silent Moon” (2025), na qual assumiu a direção artística e a concept art. O filme foi apresentado no Canal 180, no âmbito do CINANIMA. Mariana Ferreira participou também na organização e curadoria do ANIMAIADE — Student Animation Festival, distinguido com o prémio de Melhor Argumento.

A sua formação complementar inclui design de personagens, teoria da cor, pintura digital e interpretação vocal para animação, em instituições de referência internacional. No Barreiro em Curtas, este percurso será aplicado a uma metodologia adaptada ao 1.º ciclo, centrada na descoberta da imagem, da sequência, do som, do desenho, da fotografia e da criação de pequenas narrativas visuais.

Tota Alves

Escrita, realização e cinema para públicos jovens

Tota Alves, nome artístico de Ana Catarina Marques Alves, é argumentista, realizadora e produtora, com trabalho desenvolvido nas áreas do cinema e da televisão. O seu percurso combina escrita audiovisual, realização, produção, formação e programação, com especial interesse pela criação de projetos de ficção para públicos jovens.

É autora e realizadora das séries “Porta Premium” (2025), “Dolores” (2020) e “O Meu Sangue” (2020), todas produções da RTP. Em 2024, estreou-se na realização de curtas-metragens com “Conseguimos Fazer um Filme”, obra que recebeu vários prémios nacionais e internacionais.

A sua formação inclui Escrita para Cinema e Televisão, pela World Academy, e História e Geografia, pela Universidade de Coimbra. A este percurso juntam-se programas e workshops internacionais dedicados à escrita, ao desenvolvimento de projetos e à animação, entre os quais o Writer’s Room Workshop, do MIDPOINT Institute, o European Mentoring Program, de Les Arcs, o CEE Animation Workshop e o IndieLab, do IndieLisboa.

Na área do cinema para crianças e jovens, dinamizou aulas de cinema para crianças do 1.º ciclo no Festival Play, workshops de cinema para crianças dos 6 aos 12 anos no Festival Iminente e um Laboratório de Cinema de Animação no âmbito do CEE Animation. Em 2026, orientou workshops para crianças dos 6 aos 9 anos e dos 10 aos 12 anos, é professora de Guionismo na NOVA FCSH e integra a equipa de programação do Festival de Cinema Infanto-Juvenil de Lisboa Play.

A curta “Conseguimos Fazer um Filme” recebeu distinções como Melhor Curta-Metragem Internacional no BUFF Malmö Film Festival, Prémio ECFA no Junges Kurzfilm Festival Hamburg Mo&Friese, Melhor Curta Internacional no Olhar de Cinema — Festival Internacional de Curitiba e Melhor Curta Experimental no BuSho — Budapest Short Film Festival. Em Portugal, conquistou o Prémio do Público do IndieLisboa, o Prémio do Público e o Prémio ECFA do Festival Play, entre outras distinções.

Mário Ventura

Documentário live action no secundário

Mário Ventura acompanha a vertente de cinema documental live action no ensino secundário e integra também a coordenação e produção do Barreiro em Curtas. O seu percurso junta realização, produção, programação, formação de públicos e gestão cultural, com trabalho desenvolvido em cinema, televisão, vídeo, ficção, documentário, publicidade e videoclipes.

Especializado em realização para cinema, televisão e vídeo, é fundador e diretor do Entre Olhares — Festival de Cinema Português. O festival tem vindo a afirmar-se como espaço de valorização da produção nacional e de reflexão em torno da criação cinematográfica contemporânea.

A sua experiência na programação cinematográfica e na formação de públicos acrescenta ao projeto uma dimensão essencial: orientar os alunos na criação dos filmes, mas também na forma como os veem, discutem e compreendem enquanto objetos culturais. No ensino secundário, esta abordagem ganha particular relevância pela maior autonomia dos grupos e pela exigência técnica e artística dos projetos.

No Barreiro em Curtas, Mário Ventura acompanha o percurso documental desde a escolha da ideia até à versão final. O trabalho envolve pesquisa, contacto com fontes, entrevistas, saídas de campo, captação de imagem e som, utilização de arquivos, montagem, sonoplastia, ficha técnica e preparação da exibição pública.

A sua intervenção reforça a ligação entre cinema, território e memória local. Os alunos são desafiados a investigar histórias do Barreiro, escutar a comunidade, filmar lugares, recolher testemunhos e transformar esse processo em curtas documentais com identidade própria.

João Lopes da Silva

Cinema de animação no secundário

João Lopes da Silva será responsável pela vertente de cinema de animação no ensino secundário. Animador, diretor de animação e docente, conta com mais de quinze anos de experiência profissional em produções nacionais e internacionais.

Ao longo da carreira, colaborou em séries, longas-metragens e curtas-metragens para estúdios de referência em Portugal, Irlanda, Canadá e Espanha. Desempenhou funções de animador, supervisor, diretor de animação, storyboard artist e artista de layout, acumulando experiência em diferentes etapas da produção de animação.

O seu percurso inclui projetos como “Kayko & Kokosh”, “Lu & the Bally Bunch”, “Captain Fall”, “Teen Titans Go! & DC Super Hero Girls: Mayhem in the Multiverse” e “O Diário de Alice”, entre muitos outros. Em Portugal, destacou-se também como diretor de animação e animador em curtas-metragens produzidas pela Sardinha em Lata, entre as quais “A Tocadora”, “A Gruta de Darwin” e “O Macaco”.

João Lopes da Silva é mestre em Desenho pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e detentor do Título de Especialista em Audiovisuais e Produção dos Média. Paralelamente à atividade artística, desenvolve trabalho pedagógico no ensino superior, lecionando animação na Escola Superior de Tecnologia, Gestão e Design do Instituto Politécnico de Portalegre.

No Barreiro em Curtas, a sua experiência permitirá trabalhar a animação como linguagem completa, com atenção à ideia, ao storyboard, ao teste técnico, à criação de personagens e cenários, à captação de imagens, à gravação de som, à montagem, à sonoplastia, aos créditos e à versão final.

Nelson Oliveira

Bandas sonoras para todos os ciclos

Nelson Oliveira coordena a criação de bandas sonoras originais, uma das áreas de crescimento da edição 2026/2027. Músico, autor, apresentador, professor de música e técnico de audiovisuais na Câmara Municipal do Barreiro, traz para o projeto um percurso ligado à música, ao som, à comunicação e ao trabalho cultural no território.

É colaborador assíduo da Antena 3, estação de rádio do grupo RDP, da ADAO — Associação Desenvolvimento Artes e Ofícios, da Arteviva Companhia de Teatro do Barreiro, do Agrupamento de Escolas dos Casquilhos e, mais recentemente, do Barreiro em Curtas.

A criação de bandas sonoras será desenvolvida em articulação com as oficinas de cinema documental live action e cinema de animação, abrangendo todos os ciclos de ensino. O objetivo é integrar imagem e som desde o início do processo criativo, permitindo que os alunos compreendam o papel da música, da sonoplastia, do ritmo e da identidade sonora na construção de uma curta-metragem.

A sua intervenção acrescenta uma dimensão técnica, criativa e pedagógica ao projeto. Para além de apoiar a finalização artística dos filmes, promove a sensibilidade musical, a expressão artística e o trabalho colaborativo, aproximando os alunos de uma experiência mais completa de criação audiovisual.

Uma equipa para ligar escola, cinema e território

A edição 2026/2027 do Barreiro em Curtas aposta numa equipa com experiência profissional e vocação formativa, capaz de acompanhar o crescimento do projeto com exigência pedagógica, técnica e artística.

Entre documentário, animação, escrita, programação, música e criação sonora, os formadores trazem para as escolas referências ligadas ao cinema profissional, à televisão, aos festivais, ao ensino superior, à criação artística e à formação de públicos.

O objetivo é garantir que o alargamento a todos os ciclos de ensino se traduza numa experiência consistente para alunos e professores, mantendo a identidade central do Barreiro em Curtas: fazer do cinema uma ferramenta de aprendizagem, criação, memória e participação cultural.

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